O
que importa não é a idade
Mulheres exigentes
encaram numa boa relação com homens mais
novos
Publicado nos sites O Liberal e
Bolsa de Mulher
Além de todas as complicações
naturais de um relacionamento a dois, estar com um
rapaz mais novo é ter de driblar alguns preconceitos
e, muitas vezes, a sua própria forma de encarar a
ordem natural das coisas. Diversas mulheres deixam de
lado as dúvidas e resolvem sair com caras mais jovens,
muitas vezes mais antenados e disponíveis do que os
homens da mesma idade que elas.
Desde que se
separou, há dez anos, se envolver com homens mais
velhos passou a ser exceção na vida da pedagoga
Luciana Faria. A apresentação da identidade, na hora
de lançar olhares mais sedutores, ela dispensa.
'Prefiro uma barriga tanquinho e um cara que venha
conversar coisas leves, sem o peso do dia-a-dia a que
estou acostumada. Além disso, o cara mais novo é mais
libidinoso porque está com os hormônios à flor da
pele', acredita.
Outra que não resiste a um perfume
de leite é a secretária Adriana Marian. 'Me atrai a
alegria deles, o jeito de se vestir, os gostos e
lugares que freqüentam, tem de tudo um pouco'. Aos 33
anos, ela namora um rapaz 14 anos mais jovem, filho de
uma de suas
amigas. 'Gostamos das mesmas coisas, das mesmas
músicas e tem todo aquele lado do carinho e do sexo,
que com um rapaz mais novo é sempre bom',
comenta. Para a psicóloga Olga Inês Tessari, o
envolvimento de uma mulher mais velha com um homem
mais novo é um fato cada vez mais corriqueiro. Não
assombra como antigamente. E ela ainda aponta o porquê
dessa aproximação entre os sexos e as gerações.
'Os
jovens são muito menos preconceituosos do que os
homens mais velhos, têm a cabeça mais aberta,
respeitam mais as mulheres, pois não são tão
machistas', analisa. No entanto, a mulher também
mudou, evoluiu, ficou independente, livre para fazer
suas escolhas. 'Não é da formação de um homem de meia
idade se ligar se a mulher gozou ou não, se está boa a
carícia ou não. Por isso, o sexo com os rapazes mais
novos acaba sendo mais gostoso. Eles querem
proporcionar prazer à mulher e não se satisfazer
somente', completa. Abaixo as diferenças.
São
diversos o relacionamentos de estrelas com homens mais
jovens na ficção e na vida real. Como o caso da viúva
Neuta (Eliane Giardini) com o peão Dinho (Murilo
Rosa), na novela global 'América'; da jornalista
Marília Gabriela com o ator Reynaldo Gianecchini, e da
atriz Demi Moore com Ashton Kutcher, o garotão da
série 'That 70’s Show'.
A diferença de idade do
casal Marta, 45, e Roberto Abe, 37, é de oito anos.
Juntos também há oito anos, para eles o que importa
não é a idade, mas a compatibilidade. 'O bom é que
apesar da diferença de idade estamos em uma relação
madura', explica Roberto. 'Nós já temos a cabeça feita
independentemente da idade', completa Marta.
Preconceito existe e não perdoa. Mas, na maioria
das vezes, as mulheres precisam enfrentar dificuldades
que podem superar, e muito, as normalmente vividas com
homens da mesma idade. A psicóloga Fernanda Gama
precisou lidar com as críticas de amigos e familiares
para manter o relacionamento com um rapaz de 18 anos.
A história do casal começou com o cupido da
modernidade: a internet. Através da rede, eles se
conheceram e se apaixonaram – mesmo morando em cidades
diferentes. 'Foram muitas decepções com homens
‘maduros’. Decidi quebrar esse padrão, experimentando
uma relação com um menino mais novo, que me ajudava a
crescer junto com ele', conta Fernanda, que sofreu
muito com as barreiras impostas pela família do rapaz:
'A mãe dele chegou a pensar que eu fosse pedófila ou
que tivesse algum problema mental porque eu ficava
correndo muito atrás dele', lembra.
Mesmo que tudo
esteja correndo bem, não é raro a cabeça feminina
viajar em um universo de inseguranças. 'É difícil
pensar que ele pode se interessar por uma menininha da
idade dele, nova, bonitinha, gostosinha. Daqui a
alguns anos, ele ainda estará um garoto e eu, apesar
de me cuidar, tenho 14 anos na frente em tudo',
observa Adriana Mariano. Para a psicóloga Olga
Inês Tessari, de todos os males este é o menor que
pode existir. 'Insegurança sempre vai haver, não
importa a idade do casal. E da mesma forma que a
mulher se sente ameaçada por uma menina, ele também
pode se sentir por um homem mais velho, experiente',
alega a psicóloga. Cérebro ativa o sentimento da
paixão.
A paixão, ativada por inúmeros mecanismos
cerebrais, não é apenas um sentimento. A bióloga Ana
Luisa Vilela crê que seus principais desencadeadores
sejam fisiológicos. 'Neurocientistas detectaram, pela
ressonância magnética, uma hiperatividade em áreas
associadas à recompensa e ao prazer, ao mostrar a
apaixonados fotos da pessoa amada. Em meio a reações
químicas, algumas substâncias são as responsáveis por
uma série de sensações. Os neurotransmissores cumprem
uma função indispensável na ativação do impulso
sexual, transformando beijos e carícias em
lubrificação vaginal e ereção peniana. 'A
feniletilamina, um dos mais simples
neurotransmissores, é uma molécula natural, semelhante
à anfetamina, e suspeita-se que sua produção no
cérebro possa ser desencadeada por eventos tão simples
como uma troca de olhares ou um aperto de mãos',
descreve a bióloga.
A percepção desses odores
aconteceria de forma inconsciente, através de um
suposto órgão situado na cavidade nasal, denominado
órgão vomeronasal (OVN), que teria como única função
detectar ferormônios, produtos químicos voláteis
fabricados e exalados continuamente pelo organismo. 'Independentemente de produzirmos ou não
ferormônios, a sensação de amor à primeira vista
relaciona-se a grandes quantidades de feniletilamina,
dopamina e norepinefrina no organismo', confirma a
bióloga Ana
Luisa.
FONTE
ATENÇÃO!
Você acabou de
ler uma entrevista realizada com a Dra Olga Inês
Tessari
* Psicóloga desde 1984 atuando nas
áreas de ansiedade, auto estima, medos, timidez,
pânico, stress, depressão, orientação de pais,
problemas específicos da criança, do adolescente, da
mulher, do homem, da terceira idade, dificuldades e
problemas nos relacionamentos em geral (do casal, de
pais com filhos, entre amigos, parentes, vizinhos,
colegas de trabalho, etc...) distúrbios da
alimentação (compulsão, obesidade, anorexia, bulimia). Atendimento e aconselhamento de
adolescentes, adultos, pais, casais, grupos e
famílias. Desenvolve e ministra palestras, cursos,
além de projetos