POESIA INTERMINADA
Eme Paiva


Aquela rosa ofertada,
botão de beleza e odor,
a nós dois representava:
Emblema de nosso amor!

Com vigor desabrochava,
por obra do Criador,
aquela rosa ofertada
e os dons de nosso amor!

Era mesmo uma poesia
nossa vida de alegria,
nossa vivência de amor.
Enquanto a rosa se abria,
nas rimas que se escrevia,
suas pétalas de valor!

Mas a sorte malfadada,
por rotina e dissabor,
como água estagnada,
que não mais alimenta a flor...

E, antes de desabrochada,
qual poesia interminada,
vai minando seu vigor...
Fez murchar aquela rosa..
e com ela,  nosso amor!
 

 

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