
NO ALTAR DO TEU CORPO
Margaret
Pelicano
No altar de teu corpo
comungo do cálice do prazer
doentio...
Exteriorizo fantasias luxuriosas
enfeitando com pétalas
de fantasia
as calcinhas de rendas, suas sunguinhas,
meias
taças em que tu bebes do vinho de Baco.
Dedos lépidos como os ventos de
Zéfiro
correndo pelas grutas do corpo teu
bocas que se mordem sugando a
seiva da vida...
Quarto vermelho, fagueiro
um fogareiro de
explosão e cor
música em surdina, que alucina esse vulcão...
que é o
amor...
Dia após dia, tu vens me perseguindo,
vivendo nesse
torpor de desejos
prazer encantador,
Vem meu amor, chegue
logo
para realizar o ato!
Desacate meu corpo, desate
qualquer amarrio
dos laços lúgubres de pecado.
Faça desse instante
de dor, de ais e gemidos
o momento do prazer maior.
Porque
amor pra ser paixão,
tem que ser ferro e fogo
marcar o corpo
de
tal maneira, que não se consiga esquecer o outro.
Depois,
que se lembre do beijo , da língua percorrendo
grutas
nervuras, carícias...
Que a lembrança seja a chama
constante
Que ilumina o altar do amor.
Margaret Pelicano

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