Amo... Amo?

Amo com esse amor triste e profundo,
de quem já muito
amou, muito sofreu,
é com a abnegação e o carinho
de quem tanto se
deu que se esqueceu.
Esqueceu de si mesmo, simplesmente
como se
nunca houvesse existido,
esqueceu que pra amar é necessário
amar a
si, para fazer sentido.
Mas esqueci de amar-me para amar,
esqueci de querer-me só pra dar,
esqueci-me, meu Deus, de tanta
coisa.
amo? ou o que amo não é amar?
Amar com tanto
desprendimento
amar pelo prazer de dar amor,
será isso normal ou
desatino?
amar o amor, ou simplesmente a dor?
Amo? é amor o que
eu estou sentindo?
ou será simplesmente...lá sei eu!
precisar dar de
mim, sentir-me gente
sentir que eu sou tua e tu és meu.
Mas não
com possessão ou com loucura,
sim com maturidade e reflexão,
saber
ser útil, sentir-me realmente,
saber-me dar e receber; em
vão?
Nada é em vão se existem sentimentos
o sentimento, ao
menos, de saber
que se é capaz e bem capaz de amar,
e que também se
sabe receber.
Pois receber é coisa bem difícil,
necessário é
sentir como faze-lo,
o saber receber é uma arte
que nasce com a
gente sem quere-lo.
E eu sei que sou, pois sou bem capaz
disso
igualmente sei dar que receber,
posso amar com a mesma
intensidade
que posso receber, querer, viver!
Margarita S.
Rodriguez de Aumente

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