Fernando Pessoa
Maria Luiza Bonini

Quão verdadeiro e sábio, o que disseste
De uma inspiração extravazante e incontida
Em quatro homens te fizeste
Para, em tentáculos poéticos, fazer verbo, de tudo o que sentiste
Ao passar pela vida, deixando memoráveis rastros

Quanta sapiência em teus versos !
Muito embora, pelo mundo, tão dispersos
Se atraem de forma mágica
e, aqui, se integram

O mundo inteiro te aplaude
Persiste em dizer teus versos,
que jamais se ultrapassam

O tempo, diante de tua obra, se torna frágil
Incapaz de, sequer, embaçar o que foi dito,
em poemas, frases, escritos

É a pessoa de Pessoa que nos fala
E, ao ouvirmos, silenciamos e refletimos
Perplexos, indagamos:-
Como essa pessoa de Pessoa foi tão sábia?
De tudo o que viveu, nos disse
Em tons dos mais severos aos mais sutis

Tudo o que verbaliza, se eterniza
Poeta dos heterônimos...
Poeta que não consegue ser anônimo...
Tua assinatura é constante em teus versos

Permaneces vivo, centenário jovem!
Pela irreverência e pela audácia
Te comemoramos pela vida...
Jamais, por tua morte!

****

julho, 2008
"Coincidência é mais um apelido de Deus"

 

Envie esta página para alguém especial


<< voltar >>