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Fernando Pessoa Quão verdadeiro e sábio, o que disseste De uma inspiração extravazante e incontida Em quatro homens te fizeste Para, em tentáculos poéticos, fazer verbo, de tudo o que sentiste Ao passar pela vida, deixando memoráveis rastros Quanta sapiência em teus versos ! Muito embora, pelo mundo, tão dispersos Se atraem de forma mágica e, aqui, se integram O mundo inteiro te aplaude Persiste em dizer teus versos, que jamais se ultrapassam O tempo, diante de tua obra, se torna frágil Incapaz de, sequer, embaçar o que foi dito, em poemas, frases, escritos É a pessoa de Pessoa que nos fala E, ao ouvirmos, silenciamos e refletimos Perplexos, indagamos:- Como essa pessoa de Pessoa foi tão sábia? De tudo o que viveu, nos disse Em tons dos mais severos aos mais sutis Tudo o que verbaliza, se eterniza Poeta dos heterônimos... Poeta que não consegue ser anônimo... Tua assinatura é constante em teus versos Permaneces vivo, centenário jovem! Pela irreverência e pela audácia Te comemoramos pela vida... Jamais, por tua morte! **** julho, 2008 "Coincidência é mais um apelido de Deus"
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