Ciranda iniciada com o poema "O vento" de Naida Terra

Participantes:


01 - Naidaterra - 02 - Tarcisio R. Costa - 03 - José Ernesto ferraresso - 04 - Zenaide Giovinazzo - 05 - Mário Osny Rosa(Mor) - 06 - Muriel Elisa T. Niess Pokk - 07 - Vera Hernandez - 08 - Humberto-Poeta - 09 - Mifori - 10 - Regina Bertocelli - 11 - Glosando Marlê Beatriz Araújo-Gislaine Canales - 12 - Jorge Linhaça - 13 - D.Skaramouch - 14 - Roseli Busmair - 15 - Roze Alves - 16 - Antonio Cicero da Silva - 17 - Ceres Marylise - 18 - Marcial Salaverry - 19 - Clara da Costa - 20 - Ilze Soares - 21 - Regina Fonseca - 22 - Cassia Vicente - 23 - Armando Sousa - 24 - Helô Abreu - 25 - Lairton Trovão de andrade - 26 - Maria Thereza Neves - 27 - Carvalho Branco - 28 - Virgínia além mar - 29 - Iza mota -( 30 -Edson Almeida e Carvalho Branco) - 31 - Eugénio de Sá - 32 - Muriel Elisa Távora Niess Pokk - 33 - Marcos Milhazes - 34 - Antonio Barroso(Tiago) - 35 - Eri Paiva 36- Augusta Melo

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O VENTO
Naidaterra

O vento espalha no
ar o teu cheiro...
Me inebria...
Sopra uma brisa morna que
acarinha minha pele...
Me aquece...
Entoa uma melodia
que fala de amor...
Me fascina...
Mas não pode decifrar
o que oculto e absorvo...
Não compreende
o motivo de não vivermos
o nosso amor...
E me incita espalhando
no ar o teu cheiro...
Me excita...

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O VENTO

O vento, quando aura,
Cicia no ouvido dos namorados
 Palavras doces de carinho...
Leva e traz o perfume das flores,
Deixa em êxtase os amores,
Ao lhes trazer os seus olores...
A brisa ventila e suaviza
Às faces dos enamorados
Nos momentos de enlevo...
Bendito vento que me traz
O cheiro do meu amor.

Tarcísio Ribeiro Costa

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PEÇO AO VENTO
José Ernesto Ferraresso

Teu retorno,
para cobri-la de beijos,
e envolver com teus cabelos
todo o meu corpo.
Que venhas dominar
os meus instintos,
fazer teu homem,
e ser capaz de te desejar.
Acariciar com minhas mãos,
essa pele suave
que me atormentas,
quando relembro,
das nossas intimidades,
de nossos atos de amor,
e das noites voluptuosas.
Enfim, peço ao vento,
que necessito desse teu talento
de saber amar.

Serra Negra

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O VENTO
Zenaide Giovinazzo

O vento
é luz em forma de sopro
iluminando meus sentidos,
perpassando a realidade,
preenchendo espaços vazios
da minha incendiária mente
que ao longe lhe pressente.
O vento
é a linguagem dos anjos,
o cântico das suaves fadas
despertando em você
a paixão entorpecida,
sussurrando doces poesias,
encantando sua alma
e invadindo sua vida! 
O vento é a invocação do amor...

SP/30/04/09

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VENTO SUL
MOR

Para já de ele falar
Só peço um momento.
O quanto vai castigar
Do frio deste vento.

Este é o tal de vento sul
A balançar as palmeiras.
Da argentina é o cônsul
Das brumas as verdadeiras.

Açoita logo a ilha
Barriga verde tremendo.
Esqueceu sua maravilha
De frio quase morrendo.

Este velho vento
Na chegada do inverno.
Já é um tomento
Prepare-se é o inferno.

São José/SC, 3 de maio de 2009.
www.poetasadvogados.com.br
www.mario.poetasadvogados.com.br

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O Vento

Durante anos
fomos um par constante.
Houve tanto amor
e tanta ternura entre nós...
Achei que seríamos
“felizes para sempre”.
Sem que eu soubesse porquê,
tudo se acabou.
Sem explicações saíste
da minha vida.
Quando sopra o vento forte
peço a ele que te pergunte:
Por que te foste?
Quando a ventania volta,
fico alerta,
espero tua resposta,
mas ela não vem.

Muriel Elisa Távora Niess Pokk
registrado em cartório

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VENTO
Vera Hernandez

Vento, diz a ele que morro de saudades dele!
Vento, diz a ele que não sei viver longe dele!
Vento, leva perfume...
Leva minhas carícias...
Meu desejo por seu corpo muito amado.
Vento, toca suavemente seus cabelos...
Acaricia seu rosto...
Diz que: 
MORRO DE SAUDADES DELE!
Diz também que o amo mais que tudo
e que nosso amor será sempre
terno e eterno.
Vento, leva todo esse amor...
Faça-o sentir que é muito amado
e desejado!
Vento, diz baixinho no ouvido dele:
VIDA, EU TE AMO!
Esse vento...
Esse amor todo...
São  minha loucura!
PS: EU TE AMO

VERA HERNANDEZ
POA-RS- 03.05.2009

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VENTO
Humberto - Poeta
 
Eu não gosto quando o vento
varre do chão os escolhos
e lança, em dado momento,
alguns ciscos nos teus olhos.
 
Esse vento não me agrada
pois em vão tentas contê-lo
quando, em súbita lufada,
desarranja o teu cabelo.
 
Irreverente e abusado,
reina, apronta e pinta o sete,
pois às vezes, malcriado,
leva embora o teu casquete!
 
Mas em tal atrevimento,
sempre há algo que distraia,
pois é lindo ver o vento
suspendendo a tua saia!

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VENTO
Mifori

O vento espalha no ar
o teu cheiro que me excita,
mas não pode decifrar
o que realmente me incita.
 
Ao sabor dos ventos vão
todas as folhas caídas;
sem nenhuma compaixão
são por eles destruídas.
 
Eu sou o vento que canta,
o vento que mostra o luar
que suavemente espanta
nuvens em seu caminhar.

(SP: 03/05/09)

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EU E O VENTO
Regina Bertoccelli
  
Vou  me perder no vento,
esquecer minhas dores.
É tão grande o desalento,
são tantos os dissabores...

Afasto os sentimentos menores
que tornaram meu céu cinzento.
Vou me perder no vento,
esquecer minhas dores...

Cansei de tanto sofrimento,
vou em busca de novos amores.
Deixo as lágrimas ao relento,
para que virem vapores.
Vou me perder no vento...  
 
Publicado no Recanto das Letras em 27/10/2008
Código do texto: T1250619

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Glosando Marlê Beatriz Araújo
Gislaine Canales
 
VENTO CIRANDEIRO

MOTE:
 
Peço ao vento cirandeiro
das madrugadas de outono,
que seja o meu seresteiro,
mas que não me roube o sono!
 
Peço ao vento cirandeiro
que continue a soprar,
pois parece um feiticeiro
nos impulsionando a amar!
 
Escuto o coro bonito
das madrugadas de outono,
se adonando do infinito,
como seu único dono!
 
Eu peço ao vento brejeiro
que me dê o seu abrigo,
que seja o meu seresteiro,
e também o meu amigo!
 
Que em minha noites vazias,
não me deixe em abandono,
e que me encha de alegrias,
mas que não me roube o sono!

gislainecanales@uol.com.br

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A VOZ DO VENTO
Jorge Linhaça

O vento que venta no meu canto
traz o canto da paixão enternecida
Traz a voz de minha amada querida
em um doce hino sacrossanto.
A voz que oiço aquece a alma
e alento traz ao meu coração
Ah, essa voz que me envolve a emoção
e a saudade atroz enfim, acalma.

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O tempo é o vento
que passa;nos deixa
profundas marca ou
suaves sensações.
 
Luz
D.Skaramouch

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VENTO SUL
® Roseli Busmair
 
Chega o Outono, logo vem os ventos
fazendo arrepiar-me todos os pelos,
agita -se, embaraçando os meus cabelos,
gelando a minha pele, segue ele uivando
 
Pelas frestas, adentra-se no meu tempo
mesmo quando estou fechada aos apelos,
sopram os novos ventos, ora posso vê-los
bem de longe em furor se transformando
 
Igual a qualquer outro ciclone inesperado
Sopra ainda mais o vento sul misterioso,
Que evola-se em tanto pó, subindo furioso
 
Mas, neste vento há um alarido desesperado:
Clama numa rouca voz o teu nome... amado!
Ao feroz vento sul sobrevive o Eu, vitorioso
 
Curitiba_PR_BR_04_maio_2009

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Vento
Roze Alves

Venha vento, manso assim
Chega mais perto de mim
Me envolve, me absorva
Não me deixe escolha
Leve-me contigo a voar
Em teu redemoinho sempre estar
Pessoas novas encontrar
Quem sabe alguém para amar?
Só em ti agora quero confiar
Me entrego sem pensar
Venha vento, me leve em teu viajar.

RJ: 04/05/2009

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O VENTO PASSOU
Antonio Cícero da Silva
 
O vento passou uivante
e com ele veio o seu cheiro,
que trouxe-me recordações,
dos nossos fantásticos momentos,
os quais passamos juntos.
Fiquei então a meditar
em época tão gostosa
a tão aconchegante,
onde fluia o ardente amor...
quanto o tempo rapidamente passava
e nós sequer de nada,
nos lembrávamos.
O vento passou trazendo
as recordações e a viva esperança,
de lhe encontrar um dia...
querida...

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CARÍCIA
Ceres Marylise
 
Minha voz é como o vento,
que ao beijar uma árvore,
toca estranha melodia
e somente alguns escutam.
 
Eu, quando quero cantar,
vôo bem devagarzinho
e passo a mão no teu rosto
como um frágil sussurro.

Tu não me vês mas me sentes,
pois me filtro em teus ouvidos,
despertando teus sentidos
com meu anúncio de amor.
 
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CANÇÃO DO VENTO

Marcial Salaverry
Ouça como o vento canta,
e nos encanta...
Sua música traz uma certa melancolia,
uma tristeza fugidia...
Saibamos ouvi-lo,
saibamos senti-lo...
Procura nos dizer
que em paz devemos viver...
Tenta nos transmitir a emoção
de viver com amor no coração...
A canção do vento,
não é apenas um lamento...
Na verdade, é uma canção de amor,
que está a nosso dispor...
Saibam ouvir,
saibam sentir...
A doce melodia que o vento nos traz...
lembrando de algo que deixamos atrás...
Vento que venta... vento que canta...
tua música, minh'alma encanta...
Vento que só para frente anda,
ensinando-nos o caminho que a vida comanda...

Marcial Salaverry

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AO SABOR DO VENTO
Clara da Costa

Ao sabor do vento,
meus pensamentos viajam,
calmos,pacientes,
sorridentes,
às vezes, melancólicos,
como o sabor das ondas
marítimas que chegam à areia
da praia,
nesse cenário matinal...
Sinto o sussurrar do vento,
batendo de leve no meu rosto,
como a falar de amor...
meu olhar olhar se
perde na mágica imensidão
do mar,
que faz companhia
prá minha doida saudade...

Pipa/RN
05.08.08

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O Vento...
Ilze Soares

Chegou...
Trazendo seu cheiro,
seu amor,
seu delicioso beijo...
Alisou meu corpo,
balançou meu cabelo,
refrescou meu desejo...
Mas logo passou, ligeiro,
me deixando só,
sem meu companheiro...
O vento levou
o meu carinho e saudade
até voce,
cobriu distâncias,
chegou à eternidade! 

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O Vento
Regina Fonseca
 
Em dias de vento forte
Com seu zunido intermitente
Sinto como se a Terra estivesse gritando
Seu protesto de abandono.
Nesses dias tudo parece gritar.
O mar crespo e revoltado,
com suas altas marés.
A areia dos desertos
trocando as dunas de lugar.
Sonho que um dia a voz do vento vai suavizar
e o homem cantará com ele
um hino de Amor à Mãe Natureza.

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O VENTO
Cássia Vicente

Breve vento, ventania...
arrasta minha fantasia...
urge correr atrás,
catar os perdidos,
colar os estragos,
colocar protegido...
Breve brisa...calmaria...
aconchega meus sonhos,
na espera mansa
recebo sorrisos,
retribuo agrados,
sopro a felicidade pra perto...
...vento que te quero perto...

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vento

Vento, que amor, sopro que me faz viver
olha se o conservas puro sem fumo ou odor
mal que fazes ao vento, muitas vidas vao morrer
sem o vento nao vives, nao teras amor
podesse eu vento, serias sereno, e frescura
nao arrastarias torrentes de virus malignos
baterias suave em toda vivente figura
nao contrairias ninguem em seus destinos
vento, vida, suavidade, do doce prazer
vem cada minuto meus polmoes inflatar
se o nao fizeres meu corpo vai morrer
em ti nem um beijo poderei dar

Por Armando Sousa
Toronto Ontario Canada

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Ódio ao vento
Helô Abreu

Porque há ventos que espantam sóis
que não se põem ao cair da noite
e o nosso tempo fica tão pequeno?
Pois á noite tarda a chegar..
Hoje vi estrelas transformadas em raios de sol
Uma Cidade a fervilhar
cheia de sonhos sob o escaldar do sol
Hoje vi a noite à luz do dia,
o brilho a queimar pele
com um suave vento a bailar
entre nós nos abraçando
e nos levando pelo tempo
tempo de amar
vento de sonhar
As ondas de vapor a transpirar
nuas no asfalto das ruas
Hoje vi a gota de suor na cova do teu ombro,
a deslizar
Eu queria com um beijo secá-la
mas o vento foi mais rápido
As vezes odeio o vento
muitas odeio o tempo
que te deixa distante de mim
Mas o vento ajuda a acalmar
o borbulhar da temperatura solar
do sangue nos nossos corpos
O Sol não se pôs esta noite, por mim
Ficou conosco, noite adentro.
Eu , tu e o vento
Sem tempo....com tempo

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O VENTO
Lairton Trovão de Andrade
 
Ah, o vento!
O vento que vem, o vento que vai,
O vento que traz, o vento que leva,
O vento suave, o vento violento,
O vento morno, o vento gelado,
O vento do norte, o vento do sul,
O vento que semeia, o vento que destrói,
O vento que poliniza, o vento que resseca...
 
Espero sempre pela chegado do bom vento,
Que traz os fluídos benfazejos dos ares,
Que nos conduz à vida, suavemente, salva das tempestades,
Que nos faz usufruir do calor agradável do respeito humano,
Que nos faz caminhar, seguros, rumo ao Norte da Perfeição,
Semeando a boa semente que humaniza corações,
Que poliniza  multidões com  felicidade altruísta...

14.95.09

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ventos dos tempos
Maria Thereza Neves


disparo no voar das folhas
nas finas laminas caindo na grama
no vento que com elas dança
no trigo dourado que balança
entro nesta contradança
desabafo sentimentos-emoções errantes
escrevendo letras estonteantes
nas curvas
e nos horizontes

debruço no tempo
tento deter os ponteiros da vida
vejo metas e sonhos correndo
nos vendavais das estrelas
na poesia que venta sedenta
no declínio da luz
nos fragmentos da lua
nas ondas,nos escorregar das maresias
gravando nas rochas
as folhas da nossa história.
__________________
JF/MG-29/08/2002-15h48

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O VENTO
(Carvalho Branco)

Flap, flap... flap, flap... Flap, flap... Flap?
Ruído estranho na janela?
Logo levanto-me e... lap...
Cai-me, ao chão, das mãos, a vela...
Receosa, pé por pé,
chego-me pra ver quem é
e a roupa ao corpo se anela...

Devaneios, fantasias,
Tua imagem surge à mente...
Serás tu que as alegrias
do amor, trazes de presente?
Regozijo!... Par em par,
abro a janela, entra o ar...
É o vento... Lufada quente...

Fecho a janela... e o vento,
sopro ao galho da roseira,
fá-la roçar, com intento,
da janela, na madeira...
Sinto em mim um calafrio,
a boca se esgarra, rio...
Só, sento, da cama, à beira...

Fico a ver-te, nu teu dorso,
voando ao vento, a sorrir...
Mordo os lábios, as mãos torço,
na esperança de que estás a vir...
Geme o vento na viela,
roça, a roseira, a janela...
Fico, a mim mesma, a mentir!...

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ventos

provocam prematuras  colheitas
acendem encontros
enlouquecem  paralelas
povoam de vinhas os corações

ventos  espalham na paisagem
beijos primaveris
sacodem saias
põe-nos em devaneios
 
dos vetos sou filha
desenham minha face
nutrem  minha chama...
 
* virgínia além mar -  NHamburgo RS

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AO VENTO
Iza Mota
  
Mais que paixão de momento
um intenso encantamento
solto perambulando ao vento
está o profundo sentimento.
 
Escuto você me chamar
sussurrando fazendo ecoar
mas não é você é apenas o vento
aos quatro cantos a assoviar.
 
Sinto tuas mãos meu rosto acariciar
descendo meu corpo percorrer, me desejar
mas é apenas o vento me fazendo lembrar
de como é gostoso te amar.
  
Iza Mota
Recife-PE
20.01.2009

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Vento

Vem...tô!
E quando chegar,
Aqueça o que eu sou.
Contigo tudo voa
Plana e encanta.

Vem brisa matinal
Acertar o ar interior
Que eleva meu Astral

Vem EOLO, Deus do que leva
E até que eu descanse,
Vem Eolo, se atreva
A dizer a minha amada

O quando há séculos
Somos um a Caminhar
Na trilha suave
Do VERBO AMAR!

Vem....tô!

Édison Almeida - www.ermitaodapicinguaba.com
Ilha da Madeira - Portugal
Escritor Brasileiro - Radicado na Europa

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EOLO
(Carvalho Branco)

Vento que venta da ilha
Que flutua ao sabor do mar...
Ventos, vós, sou vossa filha,
Ventos, vós, sou vosso amar...

Vento que sopra e arrebata,
Traz a onda a me buscar...
Estou cercada de mata,
Sopra a vela a me abarcar...

Da tua ilha encantada,
Sinto a brisa a sussurrar...
Recado para uma amada,
À espera de caminhar...

Eolo, teu sopro enlaça.
Alimentada em teu prana,
Sinto a vida que me abraça,
Somos dois no teu Nirvana!

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O VENTO
(Carvalho Branco)

Flap, flap... flap, flap... Flap, flap... Flap?
Ruído estranho na janela?
Logo levanto-me e... lap...
Cai-me, ao chão, das mãos, a vela...
Receosa, pé por pé,
chego-me pra ver quem é
e a roupa ao corpo se anela...

Devaneios, fantasias,
Tua imagem surge à mente...
Serás tu que as alegrias
do amor, trazes de presente?
Regozijo!... Par em par,
abro a janela, entra o ar...
É o vento... Lufada quente...

Fecho a janela... e o vento,
sopro ao galho da roseira,
fá-la roçar, com intento,
da janela, na madeira...
Sinto em mim um calafrio,
a boca se esgarra, rio...
Só, sento, da cama, à beira...

Fico a ver-te, nu teu dorso,
voando ao vento, a sorrir...
Mordo os lábios, as mãos torço,
na esperança de que estás a vir...
Geme o vento na viela,
roça, a roseira, a janela...
Fico, a mim mesma, a mentir!...

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Ventos do deserto
Eugénio de Sá

Ao longe, na mesquita de Medina
o grito por Alah apela à prostração;
Alah uh akbar...
E o mouro, flecte o corpo ao sol poente
no deserto, em silêncio de oração.
Finda-se a prece e o negro alasão
solta crinas ao vento suave e quente
num rápido galope conduzido pla mão
do nobre Tuareg de alfange reluzente.

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O Vento

Durante anos
fomos um par constante.
Houve tanto amor
e tanta ternura entre nós...
Achei que seríamos
“felizes para sempre”.
Sem que eu soubesse porquê,
tudo se acabou.
Sem explicações saíste
da minha vida.
Quando sopra o vento forte
peço a ele que te pergunte:
Por que te foste?
Quando a ventania volta,
fico alerta,
espero tua resposta,
mas ela não vem.

Muriel Elisa Távora Niess Pokk
registrado em cartório

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FUI...

Saindo leve como sonho de menino
Atino só a sua presença antes da dança
Sem instrumento ou argumento
Sigo como o vento

Uma ave sem asas
Sai em sua caça
Que pena!!!
Será que existem asas amenas???

Andança na vida
No segredo dos ventos
Seguindo sem metros
Tentando o imensurável
Ousei imaginar que somos ar
Lento, brando, lá do alto dos montes

Com tanto que sejas como antes
Sendo levado por sua beleza e leveza
Como os ventos do Norte
Imaginei feitiço ou bruxaria
Ou seria apenas pura magia!!!

Marcos Milhazes***

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O vento
 
Sopra o vento da invernia,
há tempestade no mar,
lá vai o pescador lançando a rede
com a magia
das mãos calejadas no trabalho.
Mata a fome, mitiga a sede
no frio do vento a soprar,
tem apenas, por agasalho,
aquela grande esperança
duma boa faina, que os seus,
em casa, oram a Deus
pela calma, pela bonança
que o possa fazer regressar.
E o vento rijo mais parece
querer pôr o mar em torvelinho,
e ruge, e espuma, e brama, e entontece
naquele tão frágil barquinho,
o pescador que regressa ao cais.
Em terra, a ansiedade é demais,
mas ao longe, já se avista,
sobre uma onda gigante
e vogando, lá bem no alto da crista,
o barquinho, inda distante...
Já seguro, e nos braços apertados
de quem lhe temia a morte,
responde, de olhos marejados,
numa atitude imprecisa:
- Não, o vento não era assim forte,
era apenas leve brisa.
 
António Barroso (Tiago)

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DELICIA DE VENTO
Eri Paiva

Entrego-me aos encantos,
Suspiro de prazer
Quando no meu canto,
Me chega o vento...

Beija-me o rosto,
Acaricia-me os cabelos
E, se molhados os secam,
Fazendo-me carícias
Puras delicias...

Exponho todo o corpo
Ao seu contato,
Percorre-me cada pedaço,
Cada parte, cada órgão...
Refresca, refrigera
Alma e coração!

E eu sei o responsável
Por tudo isso quem é...
O ar existe,
Ninguém pega e vê sequer!
De repente, surge o vento...
É Deus que soprando,
Põe o ar em movimento
E junto manda carinho
E até cócegas
Em nosso pensamento!
 
Em 17.01.2009

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O vento

O som do vento angustia minha mente,
e me faz não querer pensar,
Sua força embaralha as lembranças que não quero pensar.
Fico gelada e mortificada, com seu modo de levar a dor,
tão rápido que não posso acompanhar.
O vento do alto da colina me eterniza a dor.
 
Augusta Melo

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