Quando os mates trazem alguém

No sorvo do mate
a essência tão pura,
com sabor de ternura
no ritual do matear.
Este seio moreno
que abriga segredos
e volteia em recuerdos
pra cada passar.

A coxilha esperança,
levemente encharcada,
com a água aquentada
no fogo de chão.
Lembra teus olhos
a refletir meu olhar,
sempre irei te encontrar
pro meu chimarrão.

São nos mates que busco
muito mais que sabor,
pois encontro o calor
no bojo da bomba quente.
A carícia dos lábios
em cada sorver,
dá energia ao viver
e paz pra alma da gente.

Carinhosamente
Ruben Alves Vieira

 

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