QUANDO O MATE É PRA NÓS DOIS.

Um canto afinado se escuta ao longe
enquanto descamba o Sol no entardecer.
Faz desenhos de sombra no campo
prenunciando o anoitecer.
A sinfonia afinada dos pássaros
saúdam nossa charla ao fim do dia,
cantam pra nós o som de amores
extravasado na mais pura harmonia.

O meu olhar procura o seu
antes da prosa e do matear,
na última réstia da luz do Sol
até borboletas vem bailar,
acariciar as pétalas perfumadas
no jardim cheio de flor,
igual meu afago em seus cabelos
e passo um mate cheio de amor.

Réstia de luz do Sol no adeus,
prenúncio de noite recém chegada,
céu bordado de estrelas
e tão bonita a Lua prateada.
O Universo é todo nosso
e já sabemos o que virá depois:
A comunhão de quem se ama
quando o mate é pra nós dois...

Carinhosamente
Ruben Alves Vieira

 

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