Imagino
(Maria Inês Simões)

Quão branca era aquela alma. Cujas flores prediletas eram girassóis. Filosofia? Respirava o cheiro das desgraças humanas e consertava janelas. As quais seriam abertas um dia, quando as estações completassem o ciclo do entendimento eterno. Tinha sentimentos e se repartia em lágrimas e canções, cujo autor jamais imaginaria embalar jóia tão rara em suas noites solitárias.
 

 

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