Alvorada

Há madrugada que me vez enrodilhar no quentinho
Olhos procuram a luz saindo dessa maravilhosa solidão
Sinto-me feliz, ainda encontro braços de carinho
Pela janela entra a alvorada, ténue luz se vai a escuridão

Ainda debaixo dos cobertores, sorrio ao acordar
Abandono essa nostalgia, que o sono dominava
Estendo os braços, outros do amor, me vem enrolar
Mãos corridas e sentidas, eu tremia, era minha amada

Abandonava meu sonho, vinha a alvorada e prazeres
Agora era minha companheira de cama me beijava
Nasciam saudades e ânsias sensuais, amor... deveres
Antes de levantar, outro cobertor, louco abraçar

Era assim nosso agradecer ao acordar de cada dia
A alvorada era a primeira a ver e sentir nosso amor
Uma noite que partia, doce luz vinha dar alegria
Deus concedeu ao destino para nos mais este alvor

Amo acordar ouvir a rola na primavera da natureza
Amo ver as gotas de orvalho no calem das flores
Amo o jornal, o café, com o amor sentado á mesa
A minha idade principiar o dia sem sentir dores

Armando Sousa
Toronto Ontario Canada
armando.sousa1@sympatico.ca
www.pequeninapoesias.com.br
www.sollua.com.br

 

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