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TINHA

Na aparência a febre de ser aniquilada pelos desejos
incontidos, em suas mãos a fortuna de buscar o inatingível, vivia.
Intranqüila.
Dos amores só lhe restava a inadimplência dos descasos,
desmascarados e esquecidos. Incompreendida.
Nos sonhos a quimera de ser algo além, sem o toque da aparição
desnecessária flutuava no querer. Ser diferente, ainda lhe restava
as mãos, os toques e o navegar em bytes solidão.
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Autora: Maria Inês Simões
Do livro: Format.Ação - Pequenos contos poéticos

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