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SAUDADES INDEFINIDAS...
Diva Melo
Fumei o último cigarro, e entre
um trago e outro me veio a melancolia.
Vieram momentos de saudades indefinidas,
que me acompanham desde criança.
Saudades de algo não vivido,
sem explicação chega se alojando
no peito.
Como se tivesse partindo ou lembrando
de uma partida.
Seria uma preparação para uma nova saudade,
que está porvir, muito próxima.
O cheiro do mato, da relva, dos animais,
da casa no campo. A agitação da metrópole
que um dia ao partir, vi tudo ficando,
minando a possibilidade de um dia fluir.
Saudade bandida que vem e assola por
momentos, a menina sorrir.
O cinzeiro cheio, a música toca e
vem uma saudade indefinida.
24.11.2003 às 01:00

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