VERSEJANDO OS SONHOS NO ACALANTO DE UM OLHAR


Toda noite olhava estrelas imaginando teus olhos em cada brilhar
e a sinfonia do minuano, querendo uma música entoar
insistia que alma pudesse a realidade voltar.
Distância...,
ausência,
recuerdos que trazem um novo versejar
que na busca de acalanto, merma o vento e seu canto
pois é mais forte o brilho do seu olhar.

O fogo de chão, solta faísca e fumaça
que faz desenhos e sombras no galpão,
um corpo de prenda surge qual lenda
aos olhos que estão a fitar,
olhar estrelas e pensar em ver
o brilho do seu olhar.

Uma essência doce e suave
surge qual o perfume de flor.
Aos olhos cerrados o corpo carente
se basta em seu calor.
E o sonho rebrota
pra trazer um verso
na alma do Pajador.


Carinhosamente
Ruben Alves Vieira

 

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