EM CADA POEMA

Sonhei por momentos
ao ver teu sorriso,
o brilho do seu olhar.
Senti teus lábios a me beijar,
como um sorvo de chimarrão,
Trouxe semeadura ao coração
junto de luz do olhar distante.
Mermei meu só,
na prosa da charla
fomentada por ternura e carinho
Assim o sonho não deixa sozinho
quem em taperas e invernias
fica a matear.
Há! O acalanto do verso
chega leve, harmonioso
quase em forma de canção,
é o ritual da inspiração
no sacrossanto versejar.
E as mãos suadas,
carentes de afeto
persistem em encontrar
o veludo da pele,
calor e a suavidade
de cada tocar.
Fragrâncias, essências,
que se mesclam a cheiros
da Primavera em flor.
Recuerdos que ficam,
persistem em ficar
em cada poema
no verso do Pajador.


Carinhosamente
Ruben Alves Vieira

 

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