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Ciranda "FIM DO
ESPETÁCULO"
iniciada por
Naida Terra
Participantes:
01 - Naidaterra - 02 - Thackyn - 03 - Antonieta Elias
Manzier - 04 - Maria Lucia Amberget - 05 - Antonio Barroso(Tiago) - 06 -
Dante - 07 - Faffi(Silvia Giovatto) - -8 - Humberto-Poeta - 09 - Luiz
Gonzaga Bezerra - 10 - Marcial Salaverry - 11 - Gildina Roriz - 12 -
Maria Thereza Neves - 13 - Valdir Barreto Ramos - 14 - Roseli Busmair -
15 - Vera Hernandez - 16 - Regina Guarnieri - 17 - Mifori - 18 - Marcos
Milhazes - 19 - Conselheirodapaz(Marcelino) - 20 - Maria de Fatima
Delfina de Moraes - 21 - Ivan Jubert Guimarães - 22 - Helô Abreu - 23 -
Dalinha Catunda - 24 - Ary Franco - 25 Maria da Gloria da Paixaõ
Lazaroni - 26 - Maria Tomasia - 27 - Isabel Passos - 28 - José Ernesto
Ferraresso - 29 - Rosenna - 30 - Mário Rosa Osny(MOR) - 31 - Cassia
Vicente - 32 - Itana Goulart
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FIM DO ESPETÁCULO
01 - Naidaterra
O teatro está lotado de um vazio gelado,
no palco, somente nós dois...
Há tempos contracenamos o mesmo ato
cheios de desejos dentro de um tempo
marcado que não tarda em fechar
o véu que nos separa...
Nada sabemos,
somente trocamos momentos dementes
que é tudo num instante e nada até o próximo ato...
Inexiste o percurso de se estar entre amantes
até que a fome de contracenar se abrasa...
Vem carente e caliente, cheio de paixão,
mas deixa o amor na curva de outra mente...
O que não o impede de inflamar, seduzir
e enganar outros corações...
Acabou o espetáculo...
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FIM DO ESPETÁCULO QUE NUNCA INICIOU
02 - Thackyn
No teu teatro lotado de um vazio gelado,
no seu imaginário secreto;
nos teus esconderijos:
Tu imaginas no palco.
Não somente nós dois...
Nós não existimos
Vozes que clamam atenção
Luz, cena e falta de ação...
Nunca contracenamos
Dois perdidos numa noite cinza.
Faltou iluminação
Sim. tivemos até vontade de contracenar pelo menos um ato
Sem consumação do Ato
Repleto de marcações perdidas
Desencontros e encontros fortuitos
Que evidenciaram vontades
Não podendo afirmar de se tratar de desejos
Mas apenas de uma fantasia
Para ser imaginada e talvez recitada
Num dueto que se transformou em monólogo
Na escassez de desejos fora do tempo
Sem platéia na imensidão da distância e
Nuvem negra que se transformou
Neste véu que nos separa...
Tudo sabemos,
Tudo podemos,
Nada queremos...
Nem ao menos trocamos momentos dementes
Apenas ensaios maltramados
Falas descontextualizadas
Palavras soltas e desconexas
Tudo em fração de segundos
O olá e o adeus
Nada rolou
Faltou a seqüência
OU o próximo ato...
Assim, me vi jogado no chão do palco
Sem a companhia da contra-regra
Apenas o inexistente o percurso do Ser e Estar
Entre amantes que nunca se tocam
Nunca se trocam
Nunca se doam
Sem apetite e fome de contracenar
Fogueira sem brasa...
Vão-se carente e caliente
Vazios de paixão,
Sem deixar o amor na retidão de outra mente...
O que não o impede de inflamar, seduzir
e enganar outros corações...
Acabou o espetáculo que nunca se iniciou...
THACKYN
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FIM DO MEU SHOW
03 - ©Antonieta Elias Manzieri
Por que continuar o show
se não há mais espetáculo?
A platéia já foi
divertir-se noutro teatro.
Luzes apagadas...
Fecho os olhos, nada mais vejo,
nos ouvidos, nada mais que o silêncio.
Não ouço mais aplausos...
Interpretei a tragédia
como se fosse comédia.
A dor, a ninguém interessa!
O público sempre quer rir,
até mesmo da desgraça.
Com a alma em frangalhos,
juntei os meus retalhos,
enfeitei-me de palhaça
para o show continuar.
Segurei o quanto pude,
levei até o último ato.
Deixei todos sorrindo,
não notaram que eu mentia,
nem o quanto sou boa atriz!
Agora, no palco, sozinha,
com as cortinas cerradas,
enceno sem platéia,
meu espetáculo solitário.
Revivo os personagens
que, nos píncaros da glória,
faziam o público delirar,
aplaudindo-me de pé.
Tristemente admito:
quando o show terminou,
a atriz deixou de existir...
Sem espetáculo, sem platéia,
não tem a quem se exibir...
Quarta-feira, 13 de julho de 2005.
21h27min
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FIM DO ESPETÁCULO
04 - Maria Lucia Amberget.
Um silêncio
marcado pelas batidas
do relógio da parede.
Rostos aflitos,
torcidos pelo choro;
Outros severo,
cansado,
enfadonho,
sem nexo...
Houve momentos
que parecia uma peça teatral,
cujo o ator principal
não expressava mais
sua fala,
nem fazia gestos.
Simplesmente
ficava imóvel,
num palco
que um dia
todos nós seremos
o protagonista.
O gênero teatral
era um drama que
às vezes se transformava
em comédia.
Em poucas horas
seria realizado
o grande final.
Ficaria apenas a saudade
no interior daqueles
que o amavam.
Em meio a tanta gente,
poucos foram sinceros
naquele adeus.
Alguns transformou a cena
em um espetáculo,
que chegava ao fim.
O ser que partia,
sabia que seria assim.
Macaé, 05 de março de 2010.
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Fim do espectáculo
05 - Antonio Barroso Tiago
Pancadas de Molière,
um drama intenso, humano,
abre-se o pano
e na boca de cena
já vai surgindo o compere
cofiando a barba, segurando a espada,
abanando a melena
e, olhando para um ponto de nada,
começa recitando uns versos
trágicos, românticos, dispersos
por tantos amores contrariados,
maltratados,
e sempre, sempre acabados
em quezília.
Aos poucos, como miragens,
surgem outros personagens
de família
que incitam à vingança,
e o galã soberbo, perdida a esperança,
pega no punhal
e com um grito lancinante,
soberano,
nesse mesmo instante
mata o seu rival.
Cai o pano.
Fim do espectáculo.
António Barroso (Tiago)
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SONHOS
06 - Dante
Apagou-se da noite a última candela...
Dedos sobre os lábios desse mundo,
pedem silêncio, a calma e a cautela.
Cobrem de negro o escuro mais profundo.
Travesseiros amassados me escutam,
as vozes inaudíveis que só eles
conhecem e traduzem ternamente.
Como de jovens viúvas, são aqueles
prantos declamados tristemente.
Até a própria noite dorme extenuada.
As estrelas não se movem e a lua,
envergonhada, lenta e bocejante,
move-se em passos cambaleante,
no céu escuro e no azulão em que flutua.
Não há mais carros buzinando...
Passo na rua e na calçada denuncia,
trôpego andar de um ébrio renitente,
que ali termina mais um dia inutilmente,
sem do futuro preocupar com outro dia.
O dia morreu e mesmo a noite é agonizante.
Toda uma história se passou e semelhante,
ao mesmo filme em preto e branco na retina,
milhar de vezes voltam mesmos argumentos.
E então o sono encarregou-se da cortina...
Fechou as portas e cobriu os instrumentos.
E eu dormi, como se esquece de chamar
por outro dia, abandonado e no escuro
dos pensamentos e reclames naturais.
Como só fazem os guerreiros e animais,
que desistiram de lutar por seu futuro.
Transformação de pombos em buquês...
Como num show de um mágico barato,
de mangas e cartolas num instante,
vieram sonhos coloridos e o artefato,
sem o perfume e ainda assim tão fascinante.
E aqueles sonhos se tornaram meus senhores.
Sem perguntar pela licença e a permissão,
me invadiram toda a mente e o coração,
negligenciaram as vergonhas e os pudores.
Dali em frente comandando o espetáculo,
entraste então em cena no meu drama.
Única artista do meu palco e da mia cama,
te apresentaste sem roteiro e sem livreto.
A primadona duma ópera ensaiada,
a minha diva de chapéu e traje preto.
Eu escutei o recital dos teus solfejos,
sem me mover e quieto espectador,
interessado no final e nos desejos,
da peça nova de teatro e do armador.
Que bela ária eu escutei em meio a bravos,
quando cantavas teus acordes sustenidos.
Eram carícias mesmo em sonho e meus ouvidos,
se deliciaram com a voz e o teu cantar,
e sonegaram-me o direito de acordar.
Deixei-me estar então, completamente
extasiado, na tua peça só um ator
que não se move, um simples figurante.
Da tua orquestra apenas um tambor.
No sonho meu tu foste a maestrina,
e a cantora das passagens teatrais.
Eu só esperei que se abrisse tua cortina,
para aplaudir-te em pé e uma vez mais.
Pedi-te o bis que espero em tua estréia,
só para ver-te em sonho e isso tudo.
Que não termine esse espetáculo e platéia,
seja só eu sobre os assentos de veludo.
Que seja eu teu único assistente,
e meu aplauso só te seja o suficiente.
Que continue non-stop a tua performance,
e eu não acorde deste sonho pelo meio.
Mas se a minha sina é acordar e igual a tua,
então tu estejas do meu lado e sempre nua,
na mesma cama que abrigou meu devaneio.
Pois se não der para seguir com a pantomina,
porque o acordar nos leva a essa desdita,
que o show não pare pela falta da cortina,
mas continue até que o sonho se repita!
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Fim Do Espetáculo
07 - faffi
A platéia já está se retirando do teatro,
as cortinas se fecharam, porem,
os aplausos continuam ecoando...
A última cena foi espetacular,
Romeu e Julieta se levantaram do chão,
ainda estão vivos...pelo visto,
a morte não comandou o espetáculo,
mas deixou cicatrizes.
O mocinho vai embora e a mocinha chora.
Tudo igual, esse teatro é o da vida!
Muitos Romeu´s partem com o coração em frangalhos,
muitas Julieta´s estão abaladas pela perda do seu amor.
O primeiro ato é maravilhoso, digno de ser aplaudido em pé.
No segundo as desavenças começam,
o terceiro já não dá mais para aplaudir,
mas é no último ato que o espetáculo termina,
as cortinas se fecham, ninguém mais no palco
para agradecer a platéia que decepcionada, se levantou e saiu da cena.
A vida está sempre dando Show, os artistas seguem suas rotinas,
esperando pelo desenrolar do último ato,
o fim do espetáculo é... e será sempre uma incógnita.
Silvia Giovatto /12/03/10
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PALHAÇO TAMBÉM CHORA
08 - Humberto Rodrigues Neto
Ambos jovens, aos palcos desta vida,
subimos, cada qual com seu papel;
vivendo ora a comédia divertida,
ora um enredo de ilação cruel.
Interpretamos cada riso ou pranto
apaixonada e primorosamente,
e ao longo do sucesso que era tanto,
a vida foi andando para a frente!
Mas eis que um dia, entre um ato e outro
do amor o enredo a declinar começa;
sais de um roteiro e te colocas noutro,
rendida ao charme do vilão da peça!
De principal ator eu regredi
a este fantoche que tu vês agora;
finda a comédia é que eu compreendi
por que é que às vezes um palhaço chora!
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FIM DO ESPETACULO...
09 - Luiz Gonzaga Bezerra
Noite fria, noite espetáculo,
Aconchegado num casaco de pele
Saio para assistir no teatro
A peça final da vida tão singela.
A lotação do teatro está no limite
Chego com o ingresso nas mãos, entro!
É gente nas cadeiras em filas
Atentos, até mesmo, nos fios do vento,
Que tocam nossas faces frias.
As cortinas se abrem e os artistas
Surgem numa cachoeira de fumaça anil
Sorrindo pintados e felizes
Falando do tempo e da vida.
Seus corpos vestidos de negro
Dobram-se a cada passo e no giro
Do bailarino sapateando perfeito
No palco imprevisível da vida.
Atento! Olho tudo com leveza...
As pessoas tácitas perdidas
Nos atos aureolados de sonhos e belezas
Indo e vindo no palco místico da vida.
No som musical o encanto de quem sonha
Vendo-se adejando na paixão de viver
Vestindo-se de cores exuberantes
Vivenciando o espetáculo com prazer.
Nos corações o sonho ali amarrado
Arquivados, aptos a se renovarem...
No toque sublime que suscita da alma
No alvor de cada fim de madrugada.
É hora de voltar a nobre realidade
De viver entre risos e lagrimas
De sentir que chegou a hora real
De escrever: É FIM DO ESPETÁCULO.
Luiz Gonzaga Bezerra
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O FIM DO QUE NÃO HOUVE
10 - Marcial Salaverry
Assim termina o que não deveria ter começado...
Um amor mal aproveitado,
um amor mal vivido,
que sequer deveria ter existido...
Tantas incompreensões,
mataram todas as emoções...
Um amor, para ser amor,
tem que ter compreensão, diálogo, harmonia,
não pode ser apenas a emoção de um dia...
Aquela paixão fugaz,
que queima a pele, e não deixa paz...
Assim termina o que não deveria ter começado...
Deixa o travo amargo de algo perdido no passado...
Apenas um adeus magoado,
não mais o carinho apaixonado...
Apenas fica essa triste dor,
marcando o fim do amor...
Marcial Salaverry
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Fim de espectáculo ...
11 - Gildina Roriz
Não percebestes?
Caiu o pano
Fecharam-se as cortinas!
Não mais se ouve
o som do piano.
Lá fora o vento geme...
Uma garoa fina
molha as calçadas,
entristece corações,
decepcionando almas,
que cheias de ilusões
buscavam calor.
Terminou o espetáculo...
Morreu o amor!
Goiânia, 12/03/10
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FIM DO ESPETÁCULO
12 - Maria Thereza Neves
Apaguem todas as Luzes.
façam silêncio
as letras em mim morreram
preciso chorar o último suspiro
guardar pelo menos uma lembrança
criar uma saudade
e nela tentar me habitar
a terra perdeu a memória
a lua mergulhou na lama
e a noite na angustia
apaguem todas as luzes
do âmago das minhas dores
da frágil chama da minha alma
preciso ainda escrever
meu último poema
e gravar na última rocha.
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FIM DO ESPETÁCULO
13 - Valdir Barreto Ramos
De repente o que era deslumbrante,
fez-se um efêmero e ínfimo canto de luz.
Apagaram-se as luzes!
Apagou-se a alegria!
Tudo se desvaneceu.
O que era paixão e contentamento
tornou-se angústia e tristeza,
Ficando abandonado e solitário
um coração recolhido
em um canto escondido do peito.
A saudade tomou lugar da fantasia,
a esperança tornou-se desilusão.
E agora, que fazer?
Restou um corpo esquecido,
uma alma perdida e desapontada,
a cata de uma réstia de salvação.
E agora? O espetáculo chegou ao fim!
Tudo se acabou, tudo findou.
Não restou nenhuma esperança
que possa aquecer meu coração.
Valdir Barreto Ramos
www.ramos.prosaeverso.net
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FIM DO ESPETÁCULO
14 - Roseli Busmair
Foram de encantos vertiginosos
atos todos que culminaram o espetáculo!
Entre as luzes sutis em tantos abraços
foi-se desencadeando em cada ato
a estréia de meu adentrar ao palco!
E, eu atuei com brilho a cada novo ato!
Saudei aplausos e não ouvi os passos
nem do silêncio, nem da solidão,
só havia o nosso palco e teatro!
Ao fim do espetáculo, quem dera
tivesse me levado em seus braços
em vertigem e prazer eu bem quisera
ouvir sussurros e gemidos nos belos traços
desse rosto que amo tanto e que desaparece
a cada novo fim de ato, some no espaço!
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ACABOU O ESPETÁCULO!
15 - Vera Hernandez - (GAMINE)
Acabou!
Terminou!
Foi!
Aplausos!
Terminou ou vai terminar mais um espetáculo da minha vida.
Triste fim esse!
Por quê?
Como?
Onde?
O que fiz?
Por que fiz?
Se é que fiz realmente algo tão grave.
Mas devo ter feito.
Vou perder você!
Vou perder parte de mim!
Vou perder mais alguém que foi tudo,
mas hoje não quer e não pode mais ficar!
Por que tenho que perder tanto para a vida?
Mais?
Já não basta?
Já não sofri o suficiente?
Por que mais você?
Por que mais uma perda?
Por que mundo?
Por que vida?
Por que dia? Por que sol? Por que noite?
Por que luar? Por que céu estrelado?
Eu não sei explicar.
Eu só sei que vou perder...
Ganhei!
Hoje, me ajoelho humildemente e digo:
Perdi pra vida!
Perdi tudo!
Porque estou perdendo você!
Esse espetáculo vai ser encerrado.
Mais uma fase dolorosa da vida!
Como vou reagir?
Como vou ficar?
Como sairei dessa?
Não sei...
Mas sairei...
Consegui superar muitas cenas do espetáculo da vida.
Um dia vou superar mais essa!
Essa mais uma cena do espetáculo da minha vida...
É minha mais dolorosa loucura!
PS: EU TE AMO
Vera Hernandez
(GAMINE)
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Fim do Espetáculo... Fim do Meu Sonho
16 - Regina Guarnieri
A Vida é um Espetáculo,
e nós somos os atores, os artistas,
a encenar um ato ou uma cena a cada dia.
No espetáculo da minha vida,
pensei sempre que fazer o papel de mãe ou
de esposa me bastava.
Que vendo os outros atores,
companheiros de cena, vendo-os felizes,
seria o suficiênte...
Mas não é...
Não penso que seja ousadia da minha parte,
almejar um significado maior para o meu personagem.
Tenho sonhos, tenho planos, tenho ambição,
de ser alguém mais do que sou hoje.
Não menosprezo o papel de coadjuvante,
mas quero ser a protagonista da minha peça.
Quero ser a atriz principal,
no espetáculo da minha Vida.
Sei que ao fim do espetáculo,
ainda restarão sonhos não realizados,
mas mesmo não recebendo um "Oscar",
quero, ao final, ser aplaudida de pé...
por amigos verdadeiros e amores eternos.
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17 - Mifori
Recebi um lindo buquê de rosas!...
Feliz e apressada abri o cartão...
Lendo-o, uma surpresa dolorosa,
deixou atônito meu coração.
O grande vazio a me consumir,
por sua partida, na minha estréia,
por fugir, sem coragem de assumir,
abriu meus olhos diante da platéia.
Fim do espetáculo, uma nova vida:
tão repleta de carinho e de amigo,
que o amor surgiu de uma brasa-escondida;
- quanto sucesso caminhou comigo!...
(SJC: 18/03/2010)
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O TEATRO DA VIDA
18 - Marcos Milhazes
E a cortina abriu-se.
Artistas na plenitude para as suas apresentações.
A platéia a postos.
As mãos postas para aplausos ou protestos.
E a vida segue seu caminho enigmático,
com jeito de teatro
Atos de nascer e de crescer.
Atos de viver paixões e decepções.
Atos de vitórias e de derrotas.
Atos de desamor e um mágico amor
Atos de germinar novas vidas.
Atos de vergar, velho como os galhos de uma árvore,
que já não mais resiste a ventania.
Enfim, fim da peça.
E nós como bons artistas que
somos agradeceremos.
E a platéia atenta às vezes
confundindo-se entre choros e risos
e em meio aos delírios.
Apresentaremos o nosso ato final...
Marcos Milhazes***
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O FIM DO ESPETACULO
19 - MARCELINO
As cortinas se fecham sob calorosos aplausos,
O riso do palhaço se converte em uma triste lagrima de dor,
A sua face pintada deixa ver a mancha deixada pela tristeza,
Afinal, se realiza no palco do circo, mas não no circo da vida.
Alguém que sorria com ele e dele, hoje pisa em seu coração,
É nos bastidores a bela trapezista, o ignora e despreza,
Quasimodo, se apaixona pela indomável e bela cigana,
Que se entrega ao belo e elegante domador.
No som da musica de suspense observa a bela que voa,
Com a g raça e a perfeição de uma Deusa alada, vencendo o espaço,
É seu corpo treme de desejos e sonha ocultamente com seus beijos,
E com teu corpo divinamente escultural enlaçado ao teu.
De repente algo o desperta, dos belos sonhos de amor,
Um grito uníssono de terror parte da platéia que delirava,
É o som da musica se cala perante o corpo estendido no picadeiro,
O colorido do circo, e da veste do palhaço, se tinge de vermelho.
Algo rebenta em seu coração, e uma dor intensa lhe abrasa o peito
Ao ver o corpo da bela musa, deitada inerte na poeira do picadeiro,
A abraça, e sente o calor da alma bela e pura que se esvai,
Sente que a morte, mais uma vez, vence a vida, mesmo que jovem.
Desesperado, saca das vestes um punhal, o brilho reflete a luz intensa
É num momento de insana loucura, se vê Romeu, debruçado sobre a
bela Julieta, e o sangue da amada tem o gosto do veneno que lhe leva a
vida.
Crava o punhal no peito, onde brota bela rosa colorida de carmim.
Do riso, a tristeza, da dor a alegria, da vida intensa a morte insana.
Que triste sina marca os grandes amores, mesmo que platônicos,
Passando do calor da alcova, e da vida, para a fria campa,
Que traz então triste epitáfio, de um grande amor que não existiu.
MARCELINO
CONSELHEIRODAPAZ
WWW.JMRIBEIROMARCELINO.ZIP.NET
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FIM DO ESPETÁCULO
20 - Maria de Fatima Delfina de Moraes
É findo o espetáculo do amor.
Cartas e fotos rasgadas
pensando assim apagar
profundas lembranças de dor.
Ficaram para trás esquecidos
os momentos de calor
e intensos momentos vividos
trocados, assim, pelo desamor.
Não mais me procure
em busca de nova emoção.
Quero um amor que perdure
não mais a desilusão.
http://recantodasletras.uol.com.br/autores/mafatimadelfina
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FIM DO ESPETÁCULO
21 - Ivan Jubert Guimarães
Em um dos palcos da vida
Eu representava meu papel,
Não me preocupando com as falas,
Pois que ninguém me assistia.
Eu era o ator principal
E contracenava com plantas,
Com flores e arvores frondosas.
Tentei voar com os pássaros,
Mas eu sequer cantava como eles,
Quanto mais voar.
O manto dourado do sol
Fazia parte de meu figurino,
E fui percebendo que eu era
Apenas um figurante daquele espetáculo.
Eu também me vestia de noite,
E com holofote prateado
Procurava estrelas no firmamento.
Pena que a platéia estivesse vazia,
Pois eu nunca vi uma cena tão bela!
O espetáculo chegou ao fim e
Eu dormindo em silêncio profundo,
Acordei com Deus batendo palmas pra mim.
Ivan Jubert Guimarães
18/03/2010
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Medo da Descoberta
22 - Helô Abreu
Quem sou eu na escuridão deste palco da Vida?
Alguém ai da platéia me vê ou me escuta?
Na escuridão do palco, na doce labuta
do atuar constantemente, meu corpo flutua
em luz soberba e etérea, como se eu fosse lua!
Este corpo que envelhece e se nega aparecer
para mim, eu que sou a tua senhora, que comigo encenou tantos quadros,
outrora
tantos dramas, tantas comédias, lágrimas e viver..
Oh! Deus não te escondas de mim nesta hora
em que tenho medo da platéia gloriosa
Dize-me quem sou neste mundo de gente impiedosa?
Serei a vilania? a torpeza? a sordidez?
a maldade .....quem sou afinal sem Ti?
Paciência..preciso dela para sobreviver
neste teatro ensandecido repleto de escaras
nesta troca eterna de máscaras, neste olhar
no espelho e temer o reflexo da malfadada sorte ,
neste palco que rodopia,
e quando o cenário desce e a platéia oscila,
estende o polegar para baixo
e grita...Morte!
As cortinas se fecham....permaneço no chão caída
A didascália fala ao meteur-en-scéne:
-Ela teme um espaço sagrado chamado vida
muda as faces, disfarça, agita, consome
vive a vida num eterno palco, destruída.
Sem platéias, sem aplausos, só cortinas
de veludo púrpuro barato e roto,
onde se esconde, nua, do mundo real,
temendo saber quem é , de não ser perfeita, ideal
e no escuro, ouve-se um som doido
será som?
...ou apenas um mero vagido!
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ATO DERRADEIRO
23 - Dalinha Catunda
Vou abrir minha janela
Deixar todas as mazelas
Dentro deste camarim.
Vou botar meu bloco na rua
Essa história de ser sua
Há muito chegou ao fim.
Esta onda de sofredora
Fica bem para emissora
Que transmite folhetim.
Uma pobre desencantada,
Chorando desesperada,
Imagine!
Não é papel para mim.
Dalinha Catunda
Rio de Janeiro-RJ
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FIM DO ESPETÁCULO
24 - Ary Franco
Palhaço chorando suas mágoas por dentro,
Enquanto no picadeiro faz todos rirem.
Cumpre com sua obrigação noite adentro.
Sejam cem ou mais, quantos o virem.
É regra no proscênio, tens que atuar.
O show tem que continuar, não pode parar!
Chora palhaço, supera mais este obstáculo.
Logo ficarás aliviado, no fim do espetáculo.
Ary Franco
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Fim de Espetáculo
25 - Maria da Gloria da Paixão Lazaroni
Soa dorido,embora cansado,
Os sentidos,
Anseiem por descansar!
É que todo espetáculo traz consigo,
A responsabilidade,o abrigo,
Do melhor a se realizar!
Fim de espetáculo,
que se esperou com ânsia, na demora,
que mal se conteve,para iniciar.
E agora...O espocar dos aplausos soa em mim,
neste momento,nesta hora,
Não com saudade de fim,mas com a ardência por recomeçar!!!
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FIM DO ESPETÁCULO
26 - Maria Tomasia
A cortina fechou...
Era o fim do espetáculo.
Toda platéia espargiu.
Porém lágrimas de dor ninguém notou!
A platéia atenta estava,
no desempenho dos atores,
desde o primeiro ato.
No fim, veio a grande ovação!
Juntos sempre contracenavam.
Como fora do palco se amavam.
Porém, naquela fatídica noite,
aquele amor se acabava!
Pouco antes do espetáculo,
Um flagrante sucedeu:
O ator, seu grande amor,
Lhe causaria uma grande dor!
Surpreendido que fora,
em colóquio amoroso,
com a atriz coadjuvante.
Lágrimas sentidas ela verteu,
Assim acabou um grande amor...
quando o espetáculo terminou.!
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O ESPECTÁCULO CHEGOU AO FIM
27 - Isabel Passos
Sim, o espectáculo chegou ao fim.
Tinha que ser assim!
Não sei se me amavas,
se, apenas receber, procuravas...
Amor é doação, e eu doei...
Doei tudo que tinha, e o que nem sabia que tinha...
Contudo este coração não entendeu o teu sentimento,
se alguma vez teve princípio, fim ou foi tudo encenação.
Sentiu-se no trapézio sem rede.
Não saberia viver nesse circo.
Faltava o chão. Para evitar o trambolhão
a peça terminou, ainda antes do intervalo.
Quando parecia decorrer em doce harmonia.
Não teve aplausos, não podia...
E assim, abuptamente, sem razão aparente
o espectáculo chegou ao fim...
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ESPETÁCULO DA VIDA
28-José Ernesto Ferraresso
Cerram-se as cortinas do palco da vida
e ouvimos vaias, aplausos,
sentimos emoções, tristezas ou alegrias.
Sempre finda-se um ato e outro se inicia.
Cada dia, um capítulo diferente.
cada ato um relato,
amanhã outro dia.
Nossa vida é um teatro
às vezes machuca, outras nos diverte.
Desde o principio atuamos
com pano de fundo e tudo,
somos protagonistas da peça
que a vida nos prega.
Queríamos que esse teatro fosse aprazível,
mas as tribulações do cotidiano
nos fazem pensar, analisar mais sério.
Difícil é saber escolher
o tipo de ator que seremos em nosso dia a dia.
Não escolhemos o papel de palhaço,
mas o mundo caricaturista
nos deixa com caras de utopia,
Desejamos reclamar, mas tememos a repressão;
Esperamos um dia, antes de cerrar a cortina,
talvez consigamos só um pouco de consideração.
Serra Negra
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FIM DO ESPETÁCULO
29 - Rosenna
Foi assim... aos poucos
assisti ao fim do espetáculo,
uma função bem interpretada
durante tantos anos
entre nós dois...
Fomos bons atores,
fingindo um amor
que faz tempo... morreu,
Agora chegou a hora...
hora de apagar as luzes,
hora de fechar o cenário,
baixar o telão...
O espetáculo acabou!..
Rosenna
Buenos Aires-Argentina
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FIM DO ESPETÁCULO
30 - MOR
Naquela noite de estréia
Aquele teatro lotado.
As palmas vibravam na platéia
A mesinha ali no lado.
Um ator improvisado
Queria mostrar um retrato.
De um lar mal arrumado
Sua peça era um recato.
Nada não dava bem certo
No momento da encenação.
Um trabalho bem esperto
Daquele monólogo anão.
Chega ali à rendeira
Com todos os apetrechos.
Mulher linda e faceira
Com desenho e direitos
O espetáculo terminou
Num monólogo debatido
Logo a artista principal
De pé foram aplaudidos
São José/SC, 23 de março de 2010.
mosnyoiram@mail.com
www.mario.poetasadvogados.com.br
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FIM DO ESPETÁCULO
31 - Cássia Vicente
Vinte e três horas,
soam palmas...
ovações são ouvidas além das paredes,
reverências ao público
que em pé agradecem pelo espetáculo da noite.
Vozes entrecortadas definem a emoção do momento,
mãos abraçadas ao coração explicam as sensações
que o espetáculo deixou nos corações.
As cortinas vermelhas cerram,
encerram a apresentação,
mas não cerram as cortinas das almas presentes
que levarão para casa todas aquelas boas razões
para continuarem acreditando que a vida vale a pena
mesmo a duras penas.
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TEATRO DA VIDA
32 - Itana Goulart
Olhei a minha volta
Quem são essa pessoas
Perguntei-me?
Realmente os conheço?
Ali estavam todos,
já não os reconhecia...
Assustei-me!
Estarei sonhando?
Delirando talvez...
Não! Penso eu...
Mas uma vez, olhei.
Surpreendi-me ao ver aqueles rostos.
que me eram tão caros ontem...
Estavam todos ali.
Não era ilusão minha!
Representaram sempre?
Abri as cortinas dos meus olhos,
Refleti...
Decepcionada concluí:
A vida é um palco,
preciso aprender a representar...
Acabou-se o espetáculo!
Me retiro!
Vou as cortinas cerrar...
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