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Joelhos
Mistura de alegria e tristeza me da a vida e destino
Nesta idade vem a dor que a meus joelhos atrai
Amo tanto ouvir o melro e rouxinol pequenino
Me alegra ouvir toda a passarada... cantai, cantai
Meus joelhos doridos que o corpo pesado arrastam
Tanto amava ver e sentir o luar das madrugadas
Devagar, os campos e florestas de mm se afastam
Me separam das alegrias festivas, das risadas
Tanto amava o calor e prazer da loucura vaginal
Era forca e frescura, que tanta alegria me dava
Agora penso na dor dos joelhos, que me faz mal
Falta prazer do acordar, sinto uma dor malvada
Fico silencioso pensando...minha idade e na dor
Fonte de minha alegria verga sempre para o chão
Dias passam sem que possa alegrar... fazer amor
Era risonho amoroso e brincalhão...agora não
Creio que vou soldar outro joelho, dum mortal
Quero ouvia outra vez o rouxinol na madrugada
Espero sentir outra vez o cheiro e o calor vaginal
Desejo sentir a alegria, ver beijar toda passarada
Quero me ajoelhar junto da fogueira do amor
Não ter medo das chispas da loucura me queimar
Joelhos juntos ao vulcão mas não sentir dor
Sentir braços rugados, mas de amor me abraçar
Por Armando Sousa
Toronto Ontario Canada
armando.sousa1@sympatico.ca
www.pequeninapoesias.com.br
www.sollua.com.br

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