À SEXAGENÁRIA CARTA
Maria Luiza Bonini


Das luzes que se acenderam
A esperança clareou o horizonte
Pelos que morreriam ou já morreram
Estipar-se-ia o frio, a sede, a fome

A todo ser vivente, uma morada existiria
Sem nenhuma utopia
Era o marco de um novo tempo
Num mundo em que a justiça imperaria

O direito de viver enfim, constituído
Numa Suprema Carta
Por homens de boa vontade foi escrito

Sexagenária amiga, sei que espreitas
Quanta decepção, quanta desdita
O homem, ainda assim, te desrespeita


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São Paulo/Brasil

 

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