Meu punho direito

Meu punho direito move, os dedos apertam a pena
Em papel quase branco a tinta a correr
Me sinto atrasado, o pensamento empena
Me diz, deixa para amanha a poesia escrever

Pego no teclado, o deus do meu poetar
Agora tinta invisível, não sei donde ela vem
A tinta corre visível pensamento a ditar
E só empurrar as teclas, poesia vem também

Será tinta ou ilusão, ela corre de tantas cores
O papel é ilusão que vejo a tinta a correr
Como a tinta é a paixão que tenho por meus amores
Mas é verdadeira a alucinação, a mãe de tanto prazer

Mas eu falava do punho, ou ate de minha mão
Falava de meus amores, que me levam por vezes ao céu
Poesia que aqui escrevo, fruto de minha paixão
O pensar em meus amores, o prazer que a mão me deu

Eu vivo alucinado, de tudo que a mulher tem
Imagino-a como nasceu, apenas com mais pelinhos
Cresce sorriso e prazer e o meu pau cresce também
E só o vejo descer, se recebo seus carinhos

Principiei com o direito, mas dei ao esquerdo também
A coisa que faz rodar o mundo com toda a humanidade
Dei um pouquinho de prazer que a nossa mão contem
precisamos um pouco de tudo, ao chegar a esta idade

Por Armando Sousa
Toronto Canada
armando.sousa1@sympatico.ca
www.pequeninapoesias.com.br

 

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