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Cabelos brancos Cabelos brancos são lamentos do passar da mocidade São meus sorrisos mais tristes, são o som da fantasia Falando de amor ao sonho, entra em mim a saudade Pensando em nossa bela idade, chora a minha poesia Engulo grande angustia, prazeres de mim esquecidos Beleza das curvas, teu corpo lizinho, sem uma espinha Amava teus baloiços, gemia amor com teus gemidos Eras mulher dos meus sonhos, amo-te foste só minha Ouço som, frases esquecidas, ditas por nossa loucura Sinto os medos dos olhos, do nosso namorar á cancela Medo, as landras caídas, carvalheira, sombra, frescura Mas pior de tudo, nossos beijinhos, o pai via, à janela Se lembra o amor, mesmo de cabelos brancos é beijar Fazer as nossa piruetas, caindo, machucando as canetas Se dói, por gelo para não inchar, voltar o amor abraçar Chegar ao fundilho, pousar ali, mais leve que borboletas Sei querida que teu sorrir tem rugas fundas mas de amor Que as pernas não tem o poder do balouçar de loucura Mas para mim continuas sendo meu jardim, minha flor Amor nossa lealdade duma vida, é tua maior formosura Cabelos brancos, anos passando um amontoar de carinhos Perto de 76 anos, aberto sorriso, felicidade e muita alegria Filhos, nosso grande amor, felicidade é falar com netinhos Olhando a tela, leio de meus amigos, e vos escrevo poesia Por Armando Sousa armando.sousa1@sympatico.ca www.pequeninapoesias.com.br www.sollua.com.br
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