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Abandonado
Sofrer a crueldade do abandono não saber porquê
E muito duro de roer este desprezo do destino
Eu que tanto acreditei nesta confidência com você
Mas tenho de aceitar assim; ordens dum ser divino
Mas amor, te digo, esta dor cortante faz mal, faz doer
Sabendo que nada e para sempre, tudo volta ao nada
Chega a noite, sentindo o abandonos, quero morrer
Mesmo não sendo meu grande amor, minha amada
Sinto-me o abandono, tinha confidência, ser querido
Poetar era minha vida, meu grande e sincero amor
Perdão amor, casado contigo poesia, sou teu marido
Alguém te virou a direção, falta-me agora teu color
Estou acordado escrevendo e esperando que chegues
Sinto falta de teu incentivo, coragem que de ti recebia
Eu te devo tanto, tu também alguma coisa me deves
Era-mos o sabor, sal e pimentas, que falta na poesia
Volta, ou diz duma só vez, deixa-me, de ti me separei
Es mais um de quem ri-o, de tua grande insensatez
Eu te digo foste alguém na vida a quem muito amei
Tudo passara à historia, principiando; era uma vez...
Por Armando Sousa
Toronto Canada
armando.sousa1@sympatico.ca
www.pequeninapoesias.com.br
www.sollua.com.br

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