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Hazorea, 25/04/2005
Pois é...
Eu presa na incerteza do que vem acontecendo,
nas promessas não cumpridas,
nos encontros desmarcados, nas palavras
enganosas, nas respostas nebulosas,
se as razões são verdadeiras ou se queres
apenas fazer-me te esquecer...
A cada dia que passa, perco-me na fumaça
dos sonhos tão bisonhos que me fazias sonhar...
Recolho o néctar da fonte que em mim querias beber, busco um
rumo que me ajude
a tentar te entender.
O tempo amargo passando, eu aqui te esperando,
tua luz enfraquecendo, meu amor se arrefecendo,
pois cansei de acreditar e resolvi retornar.
Eu pertenço a outro mundo,
não àquele igual ao teu!
Se me queres - como dizes - sou tua,
para sempre apenas tua...
Mas não és apenas meu!
Tua vida é diferente, desvairada por prazer,
a minha enclausurada por tanto te querer.
Sendo eu tão amada, amante verdadeira
- como repetes prá mim -
por que me aturdir tanto assim?
Em ti não mais acredito, meu coração vive aflito
pois nunca sei onde estás...
Quem sabe em outras portas novas fontes buscarás?
Quem sabe não te importas e tens outra em meu lugar?
Se for esse o teu jeito, por favor, diz prá mim!
Meu coração já refeito, pelo tanto que sofri,
hoje vaga tão triste no caminho que escolhi...
Viro as costas ao passado que me deste
e tão feliz eu vivi...
Não sentirei mais saudade - talvez sinta, quem sabe?
Não pensarei mais em ti, nem sonharei mais contigo,
foi do destino um castigo só te afastares de mim...
Pois é...
Mais uma vez aprendi!
Agora, viverei intensamente!
Não pertencendo a um apenas,
não amando tão ardente,
nem te escrevendo poemas!
Eliana Shir Ellinger

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