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VERSEJANDO
*Eliana Ellinger*
Verseja o vento esse amor desordenado,
em meio às nuvens de tantas saudades...
Na solidão desta noite tão vazia,
foi-se prá longe quem eu mais queria...
Vem, meu adorado amante inesperado!
Vem junto à mim, deita ao meu lado...
Quero ouvir os murmúrios do teu olhar,
sentir teu coração junto ao meu a palpitar ...
És o sol que me ilumina, luz tão brilhante,
minha vida e da esperança tantos sonhos...
Meus desejos despertando com teus beijos,
o amor mais profundo existente nesse mundo...
Penso em ti nas manhãs que brotam a cada dia!
À noitinha deixo o vento a vagar sobre meu corpo,
como tuas mãos me tocando em cada porto!
Na distância e na saudade tão sentida,
minhas lágrimas são a tinta,
meu coração a pena,
ao te escrever este poema.
*Eliana Ellinger*
17/03/2003
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VERSEJANDO!
José Geraldo Martinez
Versejo o amor que não vejo,
mas sinto!
No perfume das flores do absinto,
no vento quem vem sulino,
no cheiro que traz marinho...
Versejo o amor que não vejo,
mas sinto...
No orvalho beijando a pétala,
nas estrelas em festa...
Em cada prece em meu leito!
No riacho que corre límpido.
Vem, minha adorada amante,
que não vejo e és tão gigante...
Tal o céu que nos cobre!
Vem, na leveza deste momento...
Onde solto o pensamento ao teu encontro.
Na distância e na saudade tão sentida,
grito : és minha vida!
Versejo a ti que não vejo,
de saudade lacrimejo
na dor mais sentida!
Versejo o amor que não vejo, mas sinto,
nos corredores da minha alma
que a mim pertence.
Amor que tudo pode...
Que a tudo vence!

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