cais
Maria Regina

Navego em fluidos de tangível luz ,
devaneio em barcos de desejos,
ao som de dar à luz o vento,
porque tenho os sintomas todos,
cujo tanger de minha essência na
memória remota sente,
que era neste mar azul que eu me queria.
Como asas ao vento,
é entre o som e o sentido,
a beira do cais em cascatas de espumas,
voando na suavidade secreta do tempo,
que minh'alma, em sono de
mar escuro ressoa.

 

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