Poeta
Francisco de Paula Bezerra


Poeta não morre
Adormece sobre o lençol do crepúsculo
Alberga-se ao ninho dos sonhos
Faz calar o sorriso da alma

Poeta expõe sua razão.
Em único sentido
Em folha de papel
Desfaça a ilusão
Deixa o sol entardecer a última morada
 

Poeta
É um livro aberto
E a palavra escrita e resumida
É a sombra que chora
E um descanso sem lida.
 

 

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