Que lástima...

 

 
Triste como o tempo que vivo...
Não há mais leveza em meu andar,
Como folhas de outono soltas ao vento
  apalpando esperança para a alma lavar...
 
Olhos fechado-se no insólito viver... 
 O grito da solidão é mudo pra que voz?
 Sonhar seria um alento,  fingindo beber
 a vida com gosto adocicado de carinho.
 
Desprezos marcando o coração 
com feridas doídas que não sangram...
Nesse deserto que vivo não encontro oásis 
vou caminhando amargando um  coração
que era pura alegria, amor e ternura!
 
  Vivendo acompanhada de minhas sombras,
 onde tudo se transforma em quase nada
tornando imensos os dias, noites madrugadas
coração sempre chorando, não sabe mais 
 sorrir e desaprendeu como fazer outros
sorrirem...
 
 
Wilma Lúcia
 
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