VERSOS
MORTOS
*Marlene
Constantino*
Meu verso,
hoje frio e taciturno,
um negro véu encobrindo o céu;
molhado pelo
noturno orvalho.
Traço
amarrotado e mal fadado
num cortejo
de palavras veladas
em um
cenário de verbos mudos.
Desprende essa abafada saudade
profunda
dentro do peito,
Sorve
um beijo mudo, a boca morta.
05/08/2008
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Versos
Gélidos
José Ernesto Ferraresso
Versos gélidos são melancólicos,
Sem emoção, perdura a razão,
E contagia a tristeza.
Provocam verbos eloqüentes,
Palavras ríspidas, insensíveis,
Colocadas sem coerência.
Distantes e inexistentes,
Onde a coesão não atinge,
Despreendida é sufocada.
Serra Negra
06/08/08 - 21:39
hs ~~~~~~~~~~~~~~~~~~
VERSOS BEM VIVOS Walterbrios 6/8/2008 21:47
Agora desperto bem nesse momento noturno Que não estou taciturno e que para você escrevo Pois o orvalho da noite não me empata de ver o céu Nem as janelas fechadas obstruem o que vejo Vejo bem claro que meu traço amarrotado se acerta Pois segue um cortejo de palavras que queria dizer Deve ser porque agora tenho a alma aberta, Ou talvez esteja vendo o que ontem não podia ver É aqui que meu verbo mudo se exalta e canta Os cantos que minha alma pura acalanta Suavizando a saudade que dentro de mim bate Talvez exista um beijo mudo que a saudade mate Oh minha alma sufoque a dor que a alguém maltrate Faça morrer em minha boca toda palavra que não exalta. Walterbrios 6/8/2008 21:47
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Versos PresosMaria Thereza Neves
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