PAISSÁRO
(dedicado a um pássaro que perdeu seu filho)



Estás tristonho, amado pássaro
Permaneces silente em teu cantinho
Cismando, sem entender porque rompeu-se o laço
Em um rasante inesperado que destruiu teu ninho

Estás inseguro, inibido e com medo
Desta saudade infinda que aperta e te maltrata
Em um vôo sem volta, lá se foi teu futuro
Levaram teu filho amado - nada te conforta

O espaço está vazio, a natureza esta inerte
Chora contigo a dor da morte
Impotente diante desse céu escuro
Envergonhada por consentir em tal perda prematura

Oferece a ti paissáro
O milagre de voar ao infinito
Para que entregues este carinho raro
Represado, sufocado... irrestrito

A sábia natureza espera
Que ao voar para outra esfera
Oferecer-te aquele esperado presente
Que não pode ser ofertado por teu filho ausente



Maria Luiza Bonini
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