
UMA ESTRELA

Um dia me tornei tua estrela,
com um brilho
incandescente
numa noite de verão.
Mas, de que adiante ser um
astro,
um ponto brilho na escuridão,
se apenas posso brilhar
de
longe admirar,
tão perto a Deusa
da minha inspiração.
Pois,
és a Lua prateada
que clareia a madrugada
deste céu tão
estrelado.
Onde a luz do teu olhar
é a mais bela que se possa
imaginar
e contemplar admirado.
Uma Rainha na noite,
soberana
por sobre o Pampa.
Que, em beleza ímpar, encanta
com majestosa
ternura.
Tão sublime e pura
criada para inspirar.
Fazendo poeta
versejar
sobre esta Deusa criatura.
Meu brilho não pode te
alcançar
e reflete no olhar
pontiaguda estrela radiante,
quando
surges no horizonte
para este Pampa enfeitar.
Faz inveja até pra
flor,
pois, ela não tem teu esplendor
e enciúma a natureza,
que
não possui tua beleza.
E, pros olhos do Pajador,
és o símbolo do
amor
no seu simples versejar,
onde amantes vão se amar
sob teu
brilho e cor.
Então não queria ser estrela,
pois meu brilho
é
o teu reflexo nas lágrimas,
por não poder te alcançar.
Tão somente
te contemplar
Rainha, prenda bonita.
Sendo uma estrela
solita,
não me peças mais
do que posso oferecer.
mas me permita
sonhar
para poder me encontrar
nesta fantasia e viver...
Carinhosamente
Ruben Alves Vieira

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