Imagin... Ânsia
 
Luiz Poeta (sbacem-rj) Luiz Gilberto Barros

Às 19 h e 7 min do dia 8 de abril de 2006 do Rio de Janeiro

             
 
Olho para tudo e nada vejo,
Misturo concreto com abstrato;
É como se te pedisse um beijo,
Fitando a mudez do teu retrato.

Olho para nada e vejo tudo;
Junto formas vãs com realidade,
Como se emitisse um grito mudo,
Fruto do ausência e da saudade.

Se a vida é fugacidade,
A esperança é chance de conquista;
A paixão só é insanidade
Quando o amor embaça a  vista.

Não posso te ver, mas te imagino
E, quando começo a te sonhar,
Noto que o meu sonho mais menino
Se perdeu na luz... do teu olhar.
 
Luiz Poeta


Direitos Autorais Reservados - Escola Nacional de Música
UFRJ
 
 

 

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